segunda-feira, 9 de maio de 2011

SAÚDE





A saúde é assim como a posição de uma residência que denuncia as condições do morador, ou de um instrumento que reproduz em si o zelo ou a desídia das mãos que o manejam.
A falta cometida opera em nossa mente um estado de perturbação, ao qual não se reúnem simplesmente as forças desvairadas de nosso arrependimento, mas também as ondas de pesar e acusação da vítima e de quantos se lhe associam ao sentimento, ins­taurando desarmonias de vastas proporções nos centros da alma, a percutirem sobre a nossa própria instrumentação.

Semelhante descontrole apresenta graus diferentes, provocando lesões funcionais di­versas.
A cólera e o desespero, a crueldade e a intemperança criam zonas mórbidas de na­tureza particular no cosmo orgânico, impon­do às células a distonia pela qual se anulam quase todos os recursos de defesa, abrin­do-se leira fértil à cultura de micróbios pa­togênicos nos órgãos menos habilitados à resistência.

É assim que, muitas vezes, a tuberculo­se e o câncer, a lepra e a ulceração apare­cem como fenômenos secundários, residindo a causa primária no desequilíbrio dos refle­xos da vida interior.

Todos os sintomas mentais depressivos influenciam as células em estado de mitose, estabelecendo fatores de desagregação.

Por outro lado, importa reconhecer que o relaxamento da nutrição constrange o corpo a pesados tributos de sofrimento.
Enquanto encarnados, é natural que as vidas infinitesimais que nos Constituem o veículo de existência retratem as substâncias que ingerimos. Nesse trabalho de permuta constante adquirimos imensa quantidade de bactérias patogênicas que, em se instalando comodamente no mundo celular, podem de­terminar moléstias infecciosas de variegados caracteres, compelindonos a recolher, assim, de volta, os resultados de nossa imprevi­dencia.
Mas não é somente aí, no domínio das causas visíveis, que se originam os proces­sos patológícos multiformes.
Nossas emoções doentias mais profun­das, quaisquer que sejam, geram estados enfermiços.

Os reflexos dos sentimentos menos dig­nos que alimentamos voltam-se sobre nós mesmos, depois de convertidos em ondas mentais, tumultuando o serviço das células nervosas que, instaladas na pele, nas vísce­ras, na medula e no tronco cerebral, desem­penham as mais avançadas funções técnicas; acentue-se, ainda, que esses reflexos menos felizes, em se derramando sobre o córtex encefálico, produzem alucinações que podem variar da fobia oculta à loucura manifesta, pelas quais os reflexos daqueles companhei­ros encarnados ou desencarnados, que se nos conjugam ao modo de proceder e de ser, nos atingem com sugestões destruidoras, di­retas ou indiretas, conduzindo-nos a deplorá­veis fenômenos de alienação mental, na obsessão comum, ainda mesmo quando no jogo das aparências possamos aparecer como pessoas espiritualmente sadias.

Não nos esqueçamos, assim, de que apenas o sentimento reto pode esboçar o reto pensamento, sem os quais a alma adoe­ce pela carência de equilíbrio interior, im­primindo no aparelho somático os desvarios e as perturbações que lhe são consequentes.

Emannuel    XV CAPÍTULO DO LIVRO: PENSAMENTO E VIDA





Eduardo Anthônio
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quarta-feira, 4 de maio de 2011

DECRETO DO PERDÃO


Decreto do perdão (1)

EU SOU a lei do perdão e a chama consumidora de todo erro que cometi
Decreto do perdão (2)
EU SOU o perdão a atuar aqui
Todas as dúvidas e medos expulsando
Libertando os homens para sempre
Com asas de cósmica vitória
Com pleno poder eu invoco o perdão a toda hora
A toda vida e em qualquer parte
Eu inundo com a graça do perdão
Invocação à Chama da Misericórdia
Chama Violeta, misericórdia profunda
Desce às almas que contigo estão
Limpa, clareia, liberta a todos
Na misericórdia da vossa ascensão
Invocação do perdão e da misericórdia individual
Bem-amada Presença EU SOU em mim
Bem-amados Mestres Jesus, Saint Germain e Kwan Yin
Com o meu completo arrependimento
Aceitem do mais profundo do meu coração
O verdadeiro perdão libertador
Eu entrego agora ao meu Santo Cristo Pessoal
Toda a minha ingratidão
As condições por mim impostas a (nome da pessoa)
As condições por ele(a) impostas à minha pessoa
As condições por nós impostas a terceiros
Que não estejam de acordo com a lei pura de Deus
Eu peço a transmutação pela misericórdia da Chama Violeta
(repetir 7 vezes durante 7 dias)

Eduardo Anthônio
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O PERDÃO MELHORA O NOSSO DESTINO

Masaharu Taniguchi: Ensimantos do Perdão



Se compreendermos que as pessoas boas ou más que aparecem em nossas vidas são atraídas pelo tipo de onda mental que irradiamos, entenderemos que não existem injustiçados. As leis mentais garantem a “atração dos semelhantes”, ou seja, conhecemos somente aqueles que possuem o mesmo padrão de subconsciente que o nosso. Portanto, julgarmos as pessoas significa julgarmos nosso próprio subconsciente: a mente que pensa em ser ladrão, que teme ladrão, que o tem sempre em foco, atrai ladrão; a mente que pensa em oferecer amor, benefícios, ajuda, atrai benfeitor.
Se temermos ladrões e assaltos, estaremos emanando esse tipo de onda mental do ladrão, pois a lei da mente não escolhe bem ou mal: ela atrai aquilo que nós próprios irradiamos.
O conhecimento deste mecanismo de ação da mente faz com que conheçamos também o motivo pelo qual o perdão é tão recomendado na maioria dos ensinamentos. O perdão melhora o nosso destino: elimina de nosso subconsciente os sentimentos negativos de mágoas e ressentimentos, evitando que ali permaneçam ocultos atraindo “coisas semelhantes” em nosso destino.
Há pessoas que se dizem incapazes de perdoar. Julgam que estarão ganhando alguma coisa com esse “amor-próprio”, mas é justamente o contrário. Por conservarem no subconsciente aquela negatividade tão fortemente arraigada, passam a vida toda colhendo frutos da mesma espécie. Se souberem que o “mal” feito pelos “outros” foi, na verdade, atraído por elas próprias, facilmente deixarão de culpá-los e se dedicarão a trabalhar efetivamente para purificar o subconsciente e torná-lo mais amoroso e positivo.
Perdoar significa desanuviar nosso subconsciente. O perdão pode ser praticado em secreto, pois atua para nós e dentro de nós. Muitos puderam comprovar a cura de doenças crônicas
simplesmente após sentirem internamente o alívio produzido pela sincera prática incondicional do perdão.

MENTALIZAÇÃO PARA PERDOAR
“Neste instante, eu perdôo plenamente a todos os meus parentes e pessoas com quem tive desentendimentos no passado. Perdôo a mim mesmo por ter guardado sentimentos negativos a respeito deles. Que sejam livres! Que sejam felizes! Sempre que surgir algum deles em minha mente, afirmarei decididamente: JÁ O DEIXEI LIVRE; SEJA FELIZ! Meu subconsciente está purificado e cheio de amor. Atraio somente coisas boas.” (*Obs: mentalizar várias vezes, diariamente, até sentir o alívio interno que comprove o final deste tratamento mental)
Pontos a serem observados:
1. Melhoramos nosso destino através da saturação de nosso subconsciente com idéias positivas e eliminação das negativas.
2. Para eliminarmos o negativismo do subconsciente, podemos fazer uso do perdão. Com ele, muito negativismo oculto vem à tona e é eliminado.
3. Perdoar não significa “passar por cima do mal que nos fizeram”. Significa eliminar do subconsciente a semente negativa ali retida, por causa do nosso desconhecimento das leis mentais.
4. O perdão é entendido quando aprendemos que nossas ondas mentais traçam o nosso destino e que jamais sofremos injustiças causadas pelos outros.
5. Atraímos o bem ou o mal segundo o nosso padrão mental. A prática sincera e consciente do perdão eleva este padrão e faz com que o nosso destino se torne cada vez melhor.


Eduardo Anthônio
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ENTENDIMENTO


X CAPÍTULO DO LIVRO: PENSAMENTO E VIDA



O cultivador do campo não prescinde do arado com que sulcará o corpo da gleba.
O estatuário recorrerá ao buril para afeiçoar o mármore à idéia criadora que lhe inflama a cabeça.
A criatura interessada na produção de reflexos mentais protetores de sua senda não dispensará o entendimento por alicerce do trabalho renovador.
Entendimento que simbolize fraternida­de operante.

Simpatia que se converta em fulcro de força atrativa, exteriorizando-nos a melhor parte, para que a melhor parte dos outros se exteriorize ao nosso encontro.
Todos somos compulsoriamente envolvi­dos na onda mental que emitimos de nós, em regime de circuito natural.

Categorizamo-nos bons ou maus, con­forme o uso de nossos sentimentos e pensa­mentos, que, no fundo, constituem cargas de energia eletromagnética, com as quais feri­mos ou acalentamos, ajudamos ou prejudica­mos, vitalizamos ou destruimos, e que vol­tam, invariavelmente, a nós mesmos, impreg­nadas dos recursos felizes ou infelizes com que lhes marcamos a rota.

Quando coléricos e irritadiços, agressi­vos e ásperos para com os outros, criamos por atividade reflexa o desalento e a intem­perança, a crueldade e a secura para nós mesmos, e, quando generosos e compreensi­vos, prestimosos e úteis para com aqueles que nos cercam, criamos, conseqüentemen­te, a alegria e a tranqüilidade, a segurança e o bom ânimo para nós próprios.
Responde-nos a vida em todas as coisas e em todas as criaturas, segundo a natureza de nosso chamamento.

Até o ingresso na Consciência Cósmica, todos os seres se distinguem pela face de luz com que se alteiam para os cimos da evolu­ção e pela face de sombra pela qual ainda sofrem a influência da retaguarda.
A própria posição vulgar do homem na Terra vale por símbolo dessa condição espe­cífica. Por cima o fulgor pleno do Sol, por baixo a escuridade do abismo.
Todos recolhemos do Pai Celeste os es­timulos ao futuro e todos padecemos os re­flexos do passado a se nos projetarem sobre a existência.
Desatando, assim, as algemas do mal que nós mesmos forjamos em detrimento de nossas almas, há que buscar o bem, senti-lo, mentalizá-lo e plasmá-lo com todos os po­tenciais de realização ao nosso alcance.
Para começar, precisaremos separar o criminoso da criminalidade, como o lavrador que estabelece diferença entre o verme e a plantação, para abolir o domínio do primei­ro e enriquecer a utilidade da segunda. E assim como o trabalhador rural extingue a praga, salvando a lavoura, é necessário que o nosso entendimento improvise meios de auxiliar o companheiro que caiu sob o guan­te da delinqüência, sem alentá-la.
Apequenar-se para ajudar, sem perder altura, é assegurar a melhoria de todos, acen­tuando a própria sublimação.
Entretanto, só o culto infatigável do entendimento pode garantir-nos o equilíbrio indispensável no serviço de autoburilamento em que devemos empenhar os nossos melho­res sonhos, de vez que apenas o amor puro é capaz de criar em nossa mente a energia da luz divina, a expandir-se de nós em re­flexos de protetora renovação.
                                                                                                                 EMMANUEL



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“Fraternidade significa entender que um grito de dor é igual em todas as línguas, e o mesmo se aplica a um sorriso.”
( Dadi Yanki )

SUGESTÃO


 IX CAPÍTULO DO LIVRO: PENSAMENTO E VIDA

          Comenta-se o fenômeno da sugestão mental, qual se fora privativo de gabinetes magnéticos específicos, mobilizando-se hip­notizadores e hipnotizados, à conta de tau­maturgos.
          Grasset, o eminente neurologista da es­cola de Montpellier, chega a classificar as sugestões em duas categorias: — as intra-hipnóticas, que se efetuam no curso do sono provocado, e as pós-hipnóticas, que se rea­lizam além do despertar.
Entretanto, a sugestão é acontecimento de toda hora, na vida de todos os seres, com base na reflexão mental permanente.
Dela se apropriou com mais empenho a magia, que, significando o governo das forças ocultas, tem sido, antes de tudo, o clima de todas as cerimônias religiosas na Terra, cerimônias essas em que se conjugam as forças de poderosas mentes encarnadas e desencarnadas, gerando sucessos que im­pressionam a mente popular, disciplinando-lhe os impulsos.

Força mental pura e simples, carreando a idéia por imagem viva, a sugestão, como a eletricidade, o explosivo, o vapor e a de­sintegração atômica, não é boa nem má, de­pendendo os seus efeitos da aplicação que se lhe confere. Temo-la, assim, não apenas no altar da oração e nos simbolos sagrados do serviço religioso, aconselhando a virtude e o progresso ao coração do povo, mas tam­bém nos espetáculos deprimentes dos ritos bárbaros e na demagogia de arrastamento,
ressumando o psiquismo inferior que inspira a licenciosidade e a rebelião.

Nossas emoções, pensamentos e atos são elementos dinâmicos de indução.
Todos exteriorizamos a energia mental, configurando as formas sutis com que in­fluenciamos o próximo, e todos somos afe­tados por essas mesmas formas, nascidas nos cérebros alheios.
Cada atitude de nossa existência pola­riza forças naqueles que se nos afinam com o modo de ser, impelindo-os à imitação cons­ciente ou inconsciente.
É que o princípio de repercussão nos comanda a atividade em todos os passos da vida.
A escola é um lar de iniciação para as almas que começam as lides do burilamen­to intelectual, constituindo, simultaneamente, um centro de reflexos condicionados para milhões de espíritos que reencarnam para readquirir pelo alfabeto o trabalho das pró­prias conquistas na esfera da inteligência.
Com o auxílio dos múltiplos instrutores que nos guiam da cátedra e da tribuna, pelo livro e pela imprensa, retomamos no mundo a nossa realidade psíquica, determinada pela soma de nossas aquisições emocionais e culturais no passado, com a possibilidade de mais ampla educação da vontade para o de­vido ajustamento à Vida Superior.
Somos hoje, deste modo, herdeiros po­sitivos dos reflexos de nossas experiências de ontem, com recursos de alterar-lhes a di­reção para a verdadeira felicidade.
Auxiliando a outrem, sugerimos o auxi­lio em nosso favor. Suportando com humil­dade as vicissitudes da senda regenerativa, instilamos paciência e solidariedade, para co­nosco, em todos aqueles que nos rodeiam.
Ajudando, ajudamo-nos.
Desservindo, desservimo-nos.
Por intermédio da sugestão espontânea, plantamos os reflexos de nossa individuali­dade, colhendo-lhes os efeitos nas individua­lidades alheias, como semeamos e obtemos no mundo o cânhamo e o trigo, a cenoura e a batata.
Somos, assim, responsáveis pela nossa ligação com as forças construtivas do bem ou com as forças perturbadoras do mal.                                                             EMMANUEL

Eduardo Anthônio
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terça-feira, 3 de maio de 2011

ASSOCIAÇÃO

VIII Capítulo do Livro: Pensamento e Vida

          Se o homem pudesse contemplar com os próprios olhos as correntes de pensamento, reconheceria, de pronto, que todos vivemos em regime de comunhão, segundo os princí­pios da afinidade.
          A associação mora em todas as coisas, preside a todos os acontecimentos e coman­da a existência de todos os seres.
          Demócrito, o sábio grego que viveu na Terra muito antes do Cristo, assevera que “os átomos, invisíveis ao olhar humano, agrupam-se à feição dos pombos, à cata de comida, formando assim os corpos que co­nhecemos”.
Começamos agora a penetrar a essência do microcosmo e, de alguma sorte, podemos simbolizar, por enquanto, no átomo entregue à nossa perquirição, um sistema solar em miniatura, no qual o núcleo desempenha a função de centro vital e os eletrons a de pla­netas em movimento gravitativo.
No plano da Vida Maior, vemos os sóis carregando os mundos na imensidade, em virtude da interação eletromagnética das forças universais.
Assim também na vida comum, a alma entra em ressonância com as correntes men­tais em que respiram as almas que se lhe assemelham.
Assimilamos os pensamentos daqueles que pensam como pensamos.

É que sentindo, mentalizando, falando ou agindo, sintonizamo-nos com as emoções e idéias de todas as pessoas, encarnadas ou desencarnadas, da nossa faixa de simpatia.
Estamos invariavelmente atraindo ou re­pelindo recursos mentais que se agregam aos nossos, fortificando-nos para o bem ou para O mal, segundo a direção que esco­lhemos.
Em qualquer providência e em qualquer Opinião, somos sempre a soma de muitos.
Expressamos milhares de criaturas e mi­lhares de criaturas nos expressam.
O desejo é a alavanca de fosso senti­mento, gerando a energia que consumimos, segundo a nossa vontade.
Quando nos detemos nos defeitos e fal­tas dos Outros, o espelho de nossa mente reflete-os, de imediato, como que absorven do as imagens deprimentes de que se cons­tituem, Pondo-se nossa imaginação a dige­rir essa espécie de alimento, que mais tarde se incorpora aos tecidos Sutis de nossa alma. Com o decurso do tempo nossa alma não raro passa a exprimir, pelo seu veículo de manifestação o que assimilara fazendoo seja pelo corpo carnal, entre os homens, seja pelo corpo espiritual de que nos servimos, depois da morte.
É por esta razão que geralmente os cen­sores do procedimento alheio acabam praticando as mesmas ações que condenam no próximo, porqüanto, interessados em descer às minúcias do mal, absorvem-lhe incons­cientemente as emanações, surpreendendo-se, um dia, dominados pelas forças que o representam.
Toda a brecha de sombra em nossa per­sonalidade retrata a sombra maior.
Qual o pequenino foco infeccioso que, abandonado a si mesmo, pode converter-se dentro de algumas horas no bolo pestífero de imensas proporções, a maledicência pode precipitar-nos no vício, tanto quanto a có­lera sistemática nos arrasta, muita vez, aos labirintos da loucura ou às trevas do crime.
Pensando, conversando ou trabalhando, a força de nossas idéias, palavras e atos alcança, de momento, um potencial tantas vezes maior quantas sejam as pessoas encar­nadas ou não que concordem conosco, po­tencial esse que tende a aumentar indefini­damente, impondo-nos, de retorno, as conse­qüências de nossas próprias iniciativas.

Estejamos, assim, procurando incessan temente o bem, ajudando, aprendendo, ser­vindo, desculpando e amando, porque, nessa atitude, retletiremos os cultivadores da luz, resolvendo, com segurança o nosso proble­ma de companhia.


  Emmanuel



Eduardo Anthônio
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domingo, 1 de maio de 2011

TRABALHO

VII CAPÍTULO DO LIVRO: PENSAMENTO E VIDA


Se nos propomos retratar mentalmente a luz dos Planos Superiores, é indispensável que a nossa vontade abrace espontaneamente o trabalho por alimento de cada dia.
No pretérito, apreciávamo-lo por atitude servil de quantos caíssem sob o ferrete da injúria.
A escola, as artes, as virtudes domésticas, a indústria e o amanho do solo eram relegados a mãos escravas, reservando-se os braços supostos livres para a inércia dourada.
Hoje, porém, sabemos que a lei do trabalho é roteiro da justa emancipação. Sem ela, o mundo mental dorme estanque. Fugir-lhe aos impositivos é situar-se à margem do caminho, onde o carro da evolução marcha, inflexível, deixando à retaguarda quantos se amolgam à ilusão da preguiça.
O usurário não padece apenas a infelicidade de seqüestrar os bens devidos ao Bem de Todos, mas igualmente o infortúnio de erguer para si mesmo a cova adornada em que se lhe estiolarão as mais nobres faculdades do espírito.
Não vale, contudo, agir por agir.
As regiões infernais vibram repletas de movimento.
Além do trabalho-obrigação que nos remunera de pronto, é necessário nos atenhamos ao prazer de servir.
Nas contingências naturais do desenvolvimento terrestre, o espírito encarnado écompelido a esforço incessante, para o sustento do corpo físico. Recolhe, de graça, a água pura, os princípios solares e os recursos
nutrientes da atmosfera; entretanto, é preciso suar e sofrer em busca da proteína e do carboidrato que lhe assegurem a euforia orgânica
Cativo, embora, às injunções do plano de obscura matéria em que transitoríamente respira, pode, porém, desde a Terra, fruir a ventura do serviço voluntário aos semelhantes todo aquele que descerre O espelho da própria alma aos reflexos da Esfera Divina.
O trabalho-ação transforma o ambiente.
O trabalho-serviço, transforma o homem.
As tarefas remuneradas conquistam o agradecimento de quem lhes recebe o concurso, mas permanecem adstritas ao mundo, nas linhas da troca vulgar.
A prestação de concurso espontâneo, sem qualquer base de recompensa, desdobra a influência da Bondade Celestial que a todos nos ampara sem pagamento
A maneira que se nos alonga a ascensão, entendemos com mais clareza a necessidade de trabalhar por amor de servir.
Quando começamos a ajudar o próximo, sem aguilhões, matriculamo-nos no acrisolamento da própria alma, entrando em sintonia com a Vida Abundante.
Nos círculos mais elevados do espírito, o trabalho não é imposto. A criatura consciente da verdade compreende que a ação no bem é ajustamento às Leis de Deus e a ela se rende por livre vontade.
Por isso, nos domínios superiores, quem serve avança para os cimos da imortalidade radiosa, reproduzindo dentro de si mesmo as maravilhas do Céu que nos rodeia a espelhar-se por toda parte.

  Emmanuel



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